Você sabe explicar por que defende a vida?

Não basta defender a vida, é preciso estudar! É preciso saber por que defendemos a vida. E é preciso mostrar para as pessoas que nossos motivos são muito bem fundamentados, e não crenças cegas e superstições.

Aborto é um assunto indigesto e dificílimo de ser conversado. Somos bombardeados todos os dias com os mesmos e velhos argumentos: “é o direito da mulher sobre seu corpo”, “um feto não é um bebê”,  “aborto é questão de saúde pública”, “milhões de mulheres morrem por causa de abortos clandestinos, temos que legalizar”, etc..

Se por um lado sabemos que esses argumentos são completamente equivocados e baseados em teses furadas, por outro é muito difícil fazer uma contraposição a eles. Não porque não tenhamos capacidade e os verdadeiros fatos a nosso favor, mas porque o argumento pró-vida é aquela verdade que dói. E, diante da dor, as pessoas fecham os olhos e os ouvidos, mas gritam para tentar nos calar.

As réplicas que os abortitas adoram usar são aquelas que atacam a religião em si ou qualquer outra noção religiosa. Somos “esse pessoal fanático”, “ultra-conservadores”, “extremistas e preconceituosos”, “machistas e hipócritas”. Uma vez, vi um colega encerrar um debate acalorado sobre a legalização do aborto com a seguinte frase: “Sou ateu”. Praticamente todos os argumentos de seu interlocutor pré-aborto viraram areia depois disso.

Pois é claro, minha gente! A questão do aborto passa pela religião, mas não é uma questão religiosa propriamente dita. É uma questão de ética! O problema é que há tantos estereótipos em torno das pessoas que são contra o aborto que já nos veem envoltos em uma bolha cheia de rótulos, e não concebem que esses rótulos podem ser mentirosos e, a bolha, frágil.

O que tem me ajudado a dar argumentos cada vez mais consistentes sobre a questão são as leituras que tenho feito. Não basta defender a vida, é preciso estudar! É preciso saber por que defendemos a vida. E é preciso mostrar para as pessoas que nossos motivos são muito bem fundamentados, e não crenças cegas e superstições.

Por isso coloquei na barra lateral direita muitos links com notícias e artigos que podem ajudar a todos a recolher dados e informações sobre o aborto, em diversas línguas. Em alguns países, há estudos mais avançados e movimentos muito organizados, por isso vale a pena ler se você entender inglês ou espanhol. Dessa maneira, estaremos sempre munidos.

Além disso, para quem sente que precisa fortalecer a si mesmo e a seus argumentos, há algumas leituras que sugiro fortemente:

Pró-vida de Anápolis:
Pode o juiz autorizar um aborto?

Reinaldo Azevedo:
O aborto como expressão da libertação da mulher não é apenas uma fraude moral, é também uma mentira histórica. O aborto sempre foi e é contra as mulheres!

LifeSiteNews:
5 myths about pro-lifers, and how to refute them.
3 more myths about pro-lifers, and how to refute them.

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Querem permitir o aborto até as 12 semanas de gestação!

Este é um feto de 12 semanas de gestação. Não deixe que seu assassinato seja legalizado!*

Defensores da vida, ATENÇÃO!

No dia 24/02/2012 haverá uma audiência pública para que se façam alterações no capítulo “Crimes contra a vida”, do anteprojeto do novo Código Penal.

Entre as alterações, que abarcam também a eutánasia e o suicídio assistido, querem nos fazer engolir a contra-gosto as seguintes mudanças com relação ao ABORTO:

Como é:
Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento
Art.   124.   Provocar   aborto   em   si   mesma   ou   consentir   que   outrem   lho provoque:
Pena – detenção, de um a três anos.

Alteração:
Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento
Art.   125.   Provocar   aborto   em   si   mesma   ou   consentir   que   outrem   lhe provoque.
Pena – Detenção, de seis meses a dois anos.

Como é:
Art. 128. Não se pune o aborto praticado por médico:
Aborto necessário
I – se não há outro meio de salvar a vida da gestante;
Aborto no caso de gravidez resultante de estupro
II – se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

Alteração:
Exclusão do crime
Art. 128. Não há crime se:
I – se houver risco à vida ou à saúde da gestante.
II – a gravidez resulta de violação da dignidade sexual, ou do emprego não consentido de técnica de reprodução assistida;
III – comprovada a anencefalia ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida independente, em ambos os casos atestado por dois médicos.
IV – por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação, quando o médico constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade.

Aqui vocês podem baixar o texto com todas as alterações propostas.

Clamo a todos que, quem puder, compareça à audiência!

Façamos número, sejamos ouvidos! Não podemos nos calar diante da legalização de um assassinato!

É PRECISO SE INSCREVER: clique aqui para acessar o formulário de inscrição.

Audiência pública discussão das propostas do capítulo “Crimes Contra a Vida” do anteprojeto do novo Código Penal
Quando: 24 de fevereiro às 14h
Local: Palácio da Justiça, “Salão dos Passos Perdidos”.
Endereço: Praça da Sé, s/nº.
Mais informações: www.prr3.mpf.gov.br, crimescontraavida@prr3.mpf.gov.br ou (11) 2192-8873.

*Imagem: http://www.donnaleeoriginals.com/onetinylife/menu.htm

 

Gravidez agora é questão sanitária

Não, Dona Eleonora!
O feto não é um mosquito!
A vida é mais do que uma infecção!
Se e quando não for, então um partido vai definir quem é progressista o bastante para viver e quem não é colaborativo o bastante para morrer.

Reinaldo Azevedo

Obviamente, a tal Eleonora não é essa que vos fala, mas sim Eleonora Menicucci, coleguinha de Dilma, defensora do aborto e agora ministra da Secretaria das Mulheres.

Leia a íntegra do texto no Blog do Reinaldo.

Começando a luta

Os primeiros artigos deste blog formam uma série de quatro posts sobre o Facebook e a organização abortista Women on Waves.

Para melhor entendimento, sugiro que sejam lidos na seguinte ordem:

1- Facebook permite ação criminosa e pede desculpas

2- Diga-me com quem andas no Facebook…

3- O inimigo está (mais) próximo

4- A influência direta da WW

Eleonora Chaya

A influência direta da WW

Veja agora a consequência triste e muito direta que o trabalho da Women on Waves trouxe ao Brasil.

Existe um site na internet chamado AbortoAjuda.org. Com exatamente o mesmo discurso da WW (“organização de ajuda ao aborto na Europa que ajuda mulheres em qualquer parte do mundo onde o aborto é ilegal”), eles fornecem remédios e explicações para que as mulheres façam um aborto clandestino em suas casas.

Sobre serem uma organização europeia, é bem difícil de engolir: o site está escrito todo em português do Brasil, sem links para tradução ou para páginas em outras línguas, e sem vínculos com qualquer outra entidade ou organização. Um dos e-mails utilizados é um ‘hotmail’ e a certa altura lê-se: “enviamos para todo o Brasil os medicamentos e as informações necessarias”. Esqueceram dos outros pobres países que ajudavam e agora só o Brasil é contemplado?

Mas a pior parte é a seção de “depoimentos” (“Estes depoimentos são emails recebidos de pessoas que fizeram o processo conosco com sucesso”), todos de brasileiros, aliás.

Copio e comento (em vermelho), por partes, um desses depoimentos:

“Tinha medo de comprar e gastar todo meu dinheiro em um remédio falso, ou que nem fosse chegar. Consegui ajuda da womenonweb.org e achei que a aborto.ajuda fosse confiável. Arrisquei. Mas deu certo. Agradeço por isso.”

Lembram-se da Women on Web? A página que a Women on Waves sugere em seu site?
Sim, ela arriscou. “Deu certo” é realmente uma ironia.

“(…) A cólica foi ficando mais fortes, mas nada que não desse pra aguentar, não queria tomar analgésico. Quanto menos remédio no organismo, melhor. Tive um pouco de diarréia. Depois passou.”

Ela tomou um remédio que levou uma criança à morte e poderia levá-la também. Mas a preocupação foi o analgésico. É muito, muito triste ver essa inversão de valores.

“No outro dia nem parecia que tinha feito um aborto, fui a aula, fui pro centro, passeei. O sangramento era menor que de uma menstruação, até achava estranho. E foi assim por 1 semana. No fim foi ficando borra de café até que acabou”.

Aqui é o ponto em que não sei o que sentir com relação a esse depoimento. No fundo, acho que sinto uma tristeza profunda, e também me compadeço, pela visão simplista que essa moça tem da vida. “Nem parecia que tinha feito um aborto” é uma frase marcante. Ela acha que um dia ela vai esquecer disso, afinal no dia seguinte ela foi até passear. Ela ainda não entendeu que isso vai fazer parte da vida dela para sempre. Tomara que um dia ela se arrependa, porque só o arrependimento vai poder libertá-la dessa mentira que ela está vivendo e contando para si mesma.

“Fui no médico, fiz exames e foi constatado que tive um aborto completo. Sem restos nem nada (…)”

“Restos”. É a coisificação da vida.

“(…) Agradeço a WOMENONWEB pela ajuda e conselhos e à ABORTO.AJUDA pelo medicamento de boa qualidade e entrega no prazo”.

“…boa qualidade e entrega no prazo”. Eis que o aborto, realmente, virou um comércio como outro qualquer.

O inimigo está (mais) próximo

A Women on Waves foi fundada pela médica holandesa Rebecca Gomperts, em 1999. O principal objetivo da organização é oferecer acesso ao aborto a mulheres em países onde as leis sobre o aborto são restritivas.

Seu trabalho é visitar diferentes países onde o aborto é ilegal e realizá-lo, dentro de um navio, nas mulheres que se candidatarem, ficando ela, assim, protegida pela lei das águas internacionais.

Tenhamos certeza de que, para fazer tudo isso acontecer, Rebecca e sua organização contam com o apoio e a influência de muita gente. O próprio site da WW mostra que ela está conectada a diversas outras organizações em muitos países: “For almost every country we have listed some family planning, women’s health, and abortion rights organisations”.

Entre elas, está a Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. Sim, essa organização brasileira está entre os muitos links do site da WW. E a abrangência dela não é pequena. Com as próprias palavras do site da Rede:

A Rede Feminista é fundadora e faz parte das Jornadas Brasileiras pelo Aborto Legal e Seguro e da Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. É Ponto Focal da Campanha 28 de Setembro Pela Descriminalização do Aborto na América Latina e no Caribe. Coordena no Brasil a Aliança Nacional pela Campanha Por uma Convenção Interamericana dos Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e participa da Articulação Mulher e Mídia, da Aliança de Controle do Tabagismo, da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma Política, entre outras articulações.

Uma rápida olhada na seção de links do site e já vemos os sites da Planned Parenthood e da Católicas pelo Direito de Decidir, por exemplo.

É certo que, assim como no Brasil, em muitos outros países onde o aborto é ilegal e considerado crime, há entidades como a Rede Feminista de Saúde que facilitam o trabalho e abrem as portas para as ações da WW e de outras organizações abortistas.

A Rede Feminista já ganhou o Prêmio de Direitos Humanos oferecido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em 2010, e recebeu uma placa de homenagem do Ministério da Saúde em 2009. O ex-presidente Lula, o ex-ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos Paulo Vannuchi e a deputada federal Maria do Rosário Nunes (PT-RS), que está à frente da pasta dos Direitos Humanos do Governo Dilma Rousseff, são alguns dos prestigiadores do trabalho da Rede.Tudo isso exposto com muito orgulho no site da entidade.

Fiquemos de olho em como e em quem votamos.

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